A partir de 20 de agosto de 2025, os Estados Unidos vão iniciar um programa-piloto de 12 meses que poderá exigir que alguns solicitantes de visto — especificamente os vistos B‑1 (negócios) e B‑2 (turismo) — depositem uma caução reembolsável entre US$ 5 000 e US$ 15 000.
As exigências se aplicam a cidadãos de países com altas taxas de permanência irregular (overstay), fragilidade nos processos de verificação ou que oferecem nacionalidade por investimento sem exigência de residência. Inicialmente, o programa incluirá Malawi e Zâmbia, que serão oficialmente anunciados no site Travel.State.Gov com pelo menos 15 dias de antecedência da vigência
Durante a entrevista consular, o oficial determinará o valor da caução com base em dados pessoais do solicitante — caso típico: US$ 10 000, podendo ser reduzido para US$ 5 000 ou elevado a US$ 15 000, dependendo da avaliação das circunstâncias.
Como funciona na prática?
- O depósito deve ser feito via o site oficial Pay.gov, mediante o preenchimento do Formulário I‑352, após a orientação do consulado.
- A entrada e saída dos visitantes devem ocorrer por portos de entrada específicos, que serão divulgados pelo Departamento de Estado.
- Se o visitante respeitar os termos do visto — sair dentro do prazo, não alterar indevidamente o status —, o valor depositado será reembolsado. Caso contrário, a caução será perdida.
Segundo estimativas oficiais, cerca de 2 000 vistos poderão ser afetados ao longo do ano, com um valor total retido de aproximadamente US$ 20 milhões — embora, se todos cumprirem os termos, esse montante será devolvido integralmente.
O governo alega que essa medida visa reforçar o retorno dos visitantes ao seu país de origem, além de incentivar que outros países aprimorem seus sistemas de controle e verificação.
Críticos do programa alertam que esses valores podem ser proibitivos e desestimular totalmente a viagem — o Cato Institute já afirmou que tais requisições são “draconianas” e podem afetar famílias com vínculos nos EUA. A U.S. Travel Association também expressou preocupação de que essa política prejudique a competitividade dos EUA no turismo global




