A temporada de furacões no Atlântico começou oficialmente em 1º de junho e segue até 30 de novembro. Em 2025, especialistas indicam que a atividade ciclônica será acima da média, o que coloca cidades da Flórida — incluindo Orlando — em estado de atenção.
A previsão aponta entre 13 e 19 tempestades nomeadas, das quais 6 a 10 podem se tornar furacões, e 3 a 5 têm potencial para atingir categoria 3 ou superior. O principal fator por trás dessa projeção é o aquecimento anormal das águas do Atlântico e do Golfo do México, que estão até 4 °F acima da média. Essa condição favorece a formação e intensificação de ciclones tropicais.
Embora Orlando não esteja na costa, a cidade pode sofrer impactos indiretos, como fortes chuvas, inundações e quedas de energia, como já ocorreu em temporadas anteriores. Em 2024, por exemplo, o furacão Milton provocou alagamentos e prejuízos em áreas urbanas da Flórida Central, mesmo sem passagem direta por Orlando.
Neste início de agosto, meteorologistas já monitoram duas perturbações tropicais com potencial de desenvolvimento. Uma delas, se evoluir, poderá receber o nome Dexter e afetar a região com ventos fortes e chuvas volumosas. A outra ainda está em fase inicial, mas reforça a necessidade de vigilância.
Apesar de fatores como o cisalhamento do vento ajudarem a limitar alguns sistemas, a previsão geral se mantém de alerta. O cenário aponta para uma temporada instável, com momentos de calmaria intercalados por formações rápidas e perigosas.
Diante disso, autoridades recomendam que moradores e investidores na região de Orlando mantenham planos de emergência atualizados, verifiquem a estrutura dos imóveis e acompanhem boletins oficiais. Quem se antecipa reduz riscos e está mais preparado para tomar decisões rápidas.




